Manhã de Sábado
6h54m. A casa está em pleno silêncio. Gosto disso, ter um momento no dia pra poder ouvir os próprios pensamentos.
A história de um gato
Semana passada o único assunto em casa foi sobre nosso gato Max. Ele
apareceu por aqui em meados de Janeiro deste ano, era um gatinho de um mês e
bem remelento. Logo ganhou a simpatia da casa. Tomou vacinas, ração de
primeira, leitinho, identidade e tudo mais. Sete meses bem vividos, 2 quilos
e meio. Tava lindão.
Há umas duas semanas nosso gatinho sumiu. Desconfiamos que uma vizinha levou
ele embora, ela sempre passava lá na frente com aquele olhar de inveja e
fazia comentários do tipo quero esse gato pra mim. Procuramos nas ruas
próximas, perguntamos a alguns vizinhos e nada; compreendemos que o Max era
um gato e gatos gostam de liberdade, logo ele voltaria com saudade do nosso
carinho, leitinho e da cama quentinha. Na pior das hipóteses alguém tinha
roubado nosso gato ou pior, um carro tivesse atropelado ele.
Durante esses dias distante, as crianças lá em casa sonhavam com o gato
voltando pra casa. Bem bonito. Um dia um vizinho toca a campainha e diz que
nosso gato está lá na rua. Meu sogro sai pra dar uma verificada e vê nosso
querido Max escalando um muro, todo pomposo. A infelicidade é que a casa que
o Max estava escalando tem dois cachorros furiosos no quintal e bom… o fim
da história é fácil de imaginar. Eu consigo ver o sacana do Max querendo
brincar com um dos cachorros, com aquela patinha afiada e bom, o cachorro
não estava muito afim de brincadeira.
O povo de casa ainda tentou fazer alguma coisa, primeiros socorros,
veterinário, mas já não havia o que fazer. Nosso gatinho morreu.
No outro dia o jovem Max teve direito a um velório, a criançada colocou o
gato numa caixinha e encheu de flores. Um berreiro geral. A Kat estava
inconformada e o enterro foi no quintal de uma vizinha.
Aí eu percebo o lado frágil do ser humano.
As crianças de casa, apesar de não terem formação religiosa, me perguntavam
se o Max tinha ido pro céu. Eu não podia dar outra resposta a não ser um
Sim… ele está no céu com nosso finado cão Rex, brincando com outros
bichinhos… ele está feliz, pode crer.
Estranho.
Eu poderia dizer a elas que não existe um céu, que o Max era simplesmente
uma bolinha de carne que iria se decompor e desaparecer, mas eu não tinha
esse direito. A fantasia torna a vida mais fácil e bonita. É bom pensar,
mesmo sem nenhuma certeza, que depois dessa vida iremos encontrar amigos,
familiares e bichos de estimação num céu. É difícil encarar a morte
naturalmente, precisamos de artifícios pra encará-la e seguir em frente, sem
tanta angústia e ressentimentos. Nosso gatinho deixou saudades…
Até uma próxima vida, Max
Tempo de despertar
Na semana passada assisti “Tempo de Despertar” (Awakenings) e ontem “O óleo de Lorenzo” (Lorenzo’s Oil). Os dois filmes me pareceram ter uma forte conexão.
No primeiro, um médico busca despertar seus pacientes, trazê-los novamente ao mundo do qual estão ausentes há muitos anos. No segundo, pai e mãe buscam desesperadamente por uma cura para o filho. Duas histórias reais que levam até o ouvinte uma realidade dura, mas cheia de esperança.
Creio que nem preciso comentar a excelente atuação de Robert de Niro e Susan Sarandon… quem assistiu ou quem irá assistir vai entender tudo.
Abaixo alguns links relacionados:
Sobre a doença ALD:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adrenoleucodistrofia
Sobre o projeto Mielina:
http://www.myelin.org/portuguese/
Um pouco mais sobre a história dos Odones:
http://afp.google.com/article/ALeqM5gfGOLMLjMVGa2O5ujXLHvdOBp_Yg
Sobre o autor de “Tempo de Despertar”:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliver_Sacks
Um acordo
Terminei de ler “Lobos de Calla”. Sensacional.
Podem até tentar me convencer, mas não vão conseguir me fazer acreditar que Roland e seu ka-tet nunca existiram. Eles existem. É que nem as historinhas contadas pela vovó; depois de crescido, o neto não acredita mais em mula-sem-cabeça ou Saci-Pererê, até o dia que fica sozinho numa floresta e começa a ouvir o assobio do neguinho.
Stephen King tem conseguido até este quinto livro (faltam dois) me mostrar um universo intrigante e sensacional. Assumo que já tive preconceito com esse cara, ele sempre escreveu muitos livros e sempre me disseram que era um “escritor comercial”, bom, a verdade é que além da Torre Negra, só li dois livros de sua dezena de publicações, e tenho a impressão que comecei pelo melhor, porque essa série é muito boa. Não sei como vai terminar, mas tenho a impressão de que mesmo que os dois próximos livros sejam horríveis, a obra em geral estará acima da média.
Stephen King não tem pena dos personagens e nem é politicamente correto e acho que é exatamente aí que essa obra me deixa tão fascinado, porque existem inúmeras possibilidades.
Mas deixando pra lá todo o bla bla bla, tenho que registrar aqui o acordo que fiz comigo mesmo. A cada livro de literatura, devo ler um técnico, então o próximo livro que vou ler não será “A canção de Susannah” mas sim o Inside SQL Server – SQL Queryng. Roland de Gilead e sua turma só daqui a uns dois meses…
Escrever…
Escrever realmente é uma terapia.
Você está ali, com mil idéias, todas embaralhadas e falar é um perigo quando se tem tanta coisa na cabeça; daí paramos por um tempo, escrevemos, organizamos um pouco as idéias e no fim… bom, no fim as vezes nem é necessário abrir a boca.
A língua nos trai. Eu gostaria de poder ficar calado todas as vezes que estou a ponto de perder a cabeça, mas… loucos seres humanos.
Com tanta desorganização nos pensamentos, hoje eu poderia escrever um livro.
Testando o Windows Live Writer
Este post é um teste do Windows Live Writer.
1,2 testando som!
É… parece que é bacaninha
Adeus 2008!
É… estamos no penúltimo dia de 2008, este que pra mim será um ano inesquecível. Muitas mudanças ocorreram e creio que tenho me adaptado bem a elas, isso me dá uma sensação boa, de dever cumprido.
O ano passou muito rápido, tenho ainda a lembrança muito viva do último natal e réveillon, e foi estranho, porque eu só fui notar que era natal no dia 23, quando o gerente veio falar com a gente sobre os feriados. Mas enfim, estou feliz.
Planos pra 2009? Muitos!! Mas sem aquela pretensão sagaz que eu tinha há alguns anos, tudo acontece no seu tempo, o importante é dar uma força pras coisas acontecerem…
À minha família e amigos desejo muita saúde.
Longos dias e belas noites pra todos nós!
O pistoleiro
Estou lendo a série A torre negra de Sthepen King. Um universo brilhante…
Fico admirado ao mesmo tempo com a nossa capacidade em inventar universos e de mergulhar neles, praticamente vive-los. É o que ando sentindo enquanto leio mais uma série… já sei que vou sentir saudades de Roland de Gilead e seus amigos, estou no fim do quarto livro (Mago e Vidro), sei que ainda tenho um longo caminho pela frente, mas já começo a dar passos mais lentos, pra prorrogar o fim
Uma ótima semana!