Minhas considerações

Pata de Elefante janeiro 21, 2010

Arquivado em: Momento Lúdico — silasmendes @ 2:20 pm
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Ontem a noite tava em casa trocando os canais da TV quando encontrei um breve comentário sobre um tal grupo Pata de Elefante, passou um trechinho de uma música e me chamou atenção mas ficou por isso mesmo. Hoje cedo aqui no serviço estava fuçando o diretório compartilhado de um amigo atrás de um álbum dos Engenheiros do Haway quando me deparei com uma pasta chamada Pata de Elefante, risos.

Tratei de copiar a pasta pro meu HD e já coloquei o fone de ouvido pra ouvir o álbum dos caras. Ok, ok… nada mal, mas quando começou eu fiquei esperando a entrada de alguma voz e nada… adiantei, passei pra próxima música e nada de vocal, só instrumentos, mesmo assim me agradou os pequenos trechos. Voltei no inicio e comecei a ouvir tudo e putz…. muito bom!

A música é instrumental mas não me pareceu aquele show de vaidades de músicos querendo se mostrar mais que o outro. O foco está na melodia e tudo está em harmonia. As guitarras, é claro, dão o toque especial, parecendo cantar pra nós. Gostei muito!

Minhas preferidas até o momento: “Carpeto Volatore”, “Solitário”, “Um Olho No Fósforo, Outro Na Fagulha”… “Dorothy”, ”Presente Para Mary O” é belíssima e já entrou pro repeat…  e “Até mais ver!” a última que dá o tom de despedida… uma bela trilha sonora, sem dúvidas.

O álbum tem climas diferentes, mas um não interfere no outro, ao contrário eles se complementam, como num filme com um bom roteiro. Em alguns momentos tem-se a sensação de estar no velho Oeste em outros numa noite de rock n’roll dos anos 70 :D

Parabéns ao trio do Pata de Elefante pelo excelente trabalho, repleto de qualidade e sensibilidade!

Não se deixe levar pelo rótulo Música Instrumental (que assusta muita gente) e confira o som dos gaúchos do Pata de Elefante :)

 

Tiro pela culatra janeiro 20, 2010

Arquivado em: Vida Real — silasmendes @ 5:06 pm
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Há duas semanas recebi um e-mail da BlockBuster me oferecendo um mês de locações grátis. Já sou assinante da NetMovies mas estava curioso para experimentar o serviço da BlockBuster, logo, aproveitei a oportunidade e fiz meu cadastro.

Selecionei os filmes, separei logo os três primeiros discos da 5º temporada de Lost e esperei. Na NetMovies ao selecionar os filmes que você deseja ver eles normalmente entregam logo no outro dia, então já estou acostumado a ser prontamente atendido, o que não aconteceu com a BlockBuster. Ao fim do segundo dia de espera recebi um e-mail dizendo que eles estavam com dificuldade para encontrar meu endereço, detalhe é que no site deles existe uma opção para você verificar se atendem a sua região e minha região está na área de cobertura deles. Mas enfim, fui no cadastro, coloquei todas as referencias possíveis e continuei esperando. Passaram-se mais dois dias e anteontem, lá pelas 19h o pessoal da transportadora me ligou. O entregador estava lá pelas redondezas da minha casa e queria mais informações para encontrá-la. Fiz o que pude, praticamente deixei ele na porta da minha casa dando as coordenadas por telefone. Ele disse que encontrou. “Ótimo”, pensei. Puro engano. Chegando em casa não encontrei os filmes. Perguntei pro pessoal que ficou em casa o dia inteiro e eles disseram que ninguém entregou nada.

Fiquei aguardando um e-mail, algum posicionamento e… nada.

Pra quem assina a NetMovies sabe que se por acaso o entregador passar na sua casa e não tiver ninguém pra receber os filmes, algumas horas depois você recebe um e-mail sobre a ocorrência, mas não entendi a metodologia da BlockBuster, os filmes não foram entregues, no site ainda estão na lista de “Filmes a caminho”, mas até agora nenhum contato da empresa.

Moro na capital de São Paulo, próximo a um shopping, uma estação de metrô, uma avenida conhecidíssima, sempre compro produtos pela net e recebo em casa através do correio e inúmeras transportadoras e nunca, nunca presenciei algo semelhante, a BlockBuster simplesmente não consegue achar minha casa!!! Em tempos de Google Maps, GPS, eu nunca imaginei que viveria uma situação dessas :)

Bom, além do meu tempo e paciência, não perdi mais nada. O primeiro mês foi gratuito e nem precisei chegar ao fim dos 30 dias para saber que eles não são capazes de me atender. Um clássico tiro pela culatra, na tentativa de conquistar novos clientes mostraram uma incompetência sem tamanho.

As vezes parece que a ficha não cai pra algumas empresas, os consumidores não aturam mais um serviço mal feito! A concorrência é grande e numa besteira dessas perde-se toda a credibilidade. Se estão tendo dificuldades, a comunicação é essencial para mostrar que ao menos existem esforços para resolver o problema, o que infelizmente não aconteceu aqui.

Se liga Blockbuster!

 

Canção para os amigos janeiro 1, 2010

Arquivado em: Momento Lúdico — silasmendes @ 4:55 pm

Feliz 2010 pessoal!

 

Apagão… novembro 11, 2009

Arquivado em: Vida Real — silasmendes @ 10:58 am

Foi impressionante olhar da varanda de casa e ver São Paulo apagada. Se o céu não estivesse com tantas nuvens, seria uma boa oportunidade pra olhar as estrelas… mas nem isso.

A energia acabou quando eu estava na aula. Começou com umas oscilações e depois o breu total. Nada de elevadores, todo mundo pela escada. Na avenida Paulista os semáforos parados, congestionamento, ninguém entrava no Metrô e não consegui entrar em nenhum ônibus, todos lotados. Resolvi dar uma andada da Brigadeiro até a Santa Cruz. Fui tentando parar alguns taxis pelo caminho, mas como era esperado, ocupados.

Sintonizei a CBN (uma das poucas rádios no ar naquele momento) e fico sabendo que o “apagão” atingiu também o Rio de Janeiro e Espírito Santo. Tento ligar pra casa mas o telefone só apresenta Network Busy. Não. Não era 2012. Não era o fim do mundo, era só mais um apagão no Brasil.

 

Dia bom… novembro 8, 2009

Arquivado em: Momento Lúdico, Vida Real — silasmendes @ 8:22 pm
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Num carnaval que passei em Regência, no Espírito Santo,  rolou várias inspirações para canções simples, discontraidas… só voz e violão. O local me contagiou. Hoje resolvi gravar algumas no computador e achei legal postar essa aqui… é bem curtinha  :)

Até +

 

No topo da Torre… setembro 20, 2009

Arquivado em: Nerd & bla bla bla — silasmendes @ 5:30 pm
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Depois uma longa jornada, subi com Roland de Gilead até o topo da Torre Negra. Sete livros e muita, muita história. A habilidade de Stephen King em criar histórias dentro de outras é impressionante, você vai fundo em diversos mundos e depois volta lentamente ao topo, ao objetivo final do pistoleiro: alcançar o último quarto da torre negra.

livros

A série é perfeita? Não. Mas sabe quando as qualidades sobrepõem às (possíveis) falhas? É assim que vejo a obra por completo.

Stephen King começou a escrever essa história em meados dos anos 70, quanto tinha apenas 19 anos (e sonhava escrever algo parecido com O Senhor dos Anéis), e só foi terminá-la em 2004; então em alguns momentos é possível notar que ele foi “amarrando” as coisas conforme ia escrevendo e publicando.O pistoleiro

No fim, acho que King foi um mestre, oferecendo aos leitores uma viagem instigante a inúmeras dimensões de nosso próprio mundo, e mais belo que isso, uma viagem dentro do universo dos inúmeros personagens da série: Jake, Eddie, Susan, Callahan, Oi e tantos outros.

Quanto ao final, como o próprio King diz:  não é o final mais feliz, mas é o final correto. Concordo. Finais onde todas as arestas são aparadas e tudo é plenamente finalizado, tiram nossas asas e o sabor da reflexão.

Agora é sonhar com a possibilidade disso virar um filme ou série… existem rumores dessa conversa com os caras que produzem LOST, bom, vamos aguardar.

Longos dias e belas noites.

 

Manhã de Sábado julho 4, 2009

Arquivado em: Momento Lúdico, Vida Real — silasmendes @ 7:05 am
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6h54m. A casa está em pleno silêncio. Gosto disso, ter um momento no dia pra ouvir os próprios pensamentos.

 

A história de um gato junho 24, 2009

Arquivado em: Momento Lúdico, Vida Real — silasmendes @ 6:50 am
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Semana passada o único assunto em casa foi sobre nosso gato Max. Ele apareceu por aqui em meados de Janeiro deste ano, era um gatinho de um mês e bem remelento. Logo ganhou a simpatia da casa. Tomou vacinas, ração de primeira, leitinho, identidade e tudo mais. Sete meses bem vividos, 2 quilos e meio, tava lindão. 
Há umas duas semanas nosso gatinho sumiu. Procuramos nas ruas próximas, perguntamos a alguns vizinhos e nada; compreendemos que o Max era um gato e gatos gostam de liberdade, logo ele voltaria com saudade do nosso carinho, leitinho e da cama quentinha. Na pior das hipóteses alguém tinha roubado nosso gato ou pior, um carro tivesse atropelado ele.
Durante esses dias distante, as crianças lá em casa sonhavam com o gato voltando pra casa. Bem bonito.
Um dia um vizinho toca a campainha e diz que nosso gato está lá na rua. Meu sogro sai pra dar uma verificada e vê nosso querido Max escalando um muro, todo pomposo. A infelicidade é que a casa que o Max estava escalando tem dois cachorros furiosos no quintal e bom… o fim da história é fácil de imaginar. Eu consigo ver o sacana do Max querendo brincar com um dos cachorros, com aquela patinha afiada e bom, o cachorro não estava muito afim de brincadeira.
O povo de casa ainda tentou fazer alguma coisa, primeiros socorros, veterinário, mas já não havia o que fazer. Nosso gatinho morreu. 
No outro dia o jovem Max teve direito a um velório, a criançada colocou o gato numa caixinha e encheu de flores. Um berreiro geral. A Kat estava inconformada e o enterro foi no quintal de uma vizinha.

Aí eu percebo o lado frágil do ser humano. As crianças de casa, apesar de não terem formação religiosa, me perguntavam se o Max tinha ido pro céu. Eu não podia dar outra resposta a não ser um ““Sim… ele está no céu com nosso finado cão Rex, brincando com outros bichinhos… ele está feliz, pode crer”.”
Estranho.
Eu poderia dizer a elas que não existe um céu, que o Max era simplesmente uma bolinha de carne que iria se decompor e desaparecer, mas eu não tinha esse direito. A fantasia torna a vida mais fácil e bonita. É bom pensar, mesmo sem nenhuma certeza, que depois dessa vida iremos encontrar amigos, familiares e bichos de estimação num céu. É difícil encarar a morte naturalmente, precisamos de artifícios pra encará-la e seguir em frente, sem tanta angústia e ressentimentos. Nosso gatinho deixou saudades…

Até uma próxima vida, Max :)

 

Tempo de despertar abril 28, 2009

Arquivado em: Momento Lúdico — silasmendes @ 9:10 pm
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Na semana passada assisti “Tempo de Despertar” (Awakenings) e ontem “O óleo de Lorenzo” (Lorenzo’s Oil).  Os dois filmes me pareceram ter uma forte conexão.

No primeiro, um médico busca despertar seus pacientes, trazê-los novamente ao mundo do qual estão ausentes há muitos anos. No segundo, pai e mãe buscam desesperadamente por uma cura para o filho. Duas histórias reais que levam até o ouvinte uma realidade dura, mas cheia de esperança. 

Creio que nem preciso comentar a excelente atuação de Robert de Niro e Susan Sarandon… quem assistiu ou quem irá assistir vai entender tudo.

 

Abaixo alguns links relacionados:

Sobre a doença ALD:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Adrenoleucodistrofia

Sobre o projeto Mielina:
http://www.myelin.org/portuguese/

Um pouco mais sobre a história dos Odones:
http://afp.google.com/article/ALeqM5gfGOLMLjMVGa2O5ujXLHvdOBp_Yg

Sobre o autor de “Tempo de Despertar”:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliver_Sacks

 

Um acordo março 24, 2009

Terminei de ler “Lobos de Calla”. Sensacional.
Podem até tentar me convencer, mas não vão conseguir me fazer acreditar que Roland e seu ka-tet nunca existiram. Eles existem. É que nem as historinhas contadas pela vovó; depois de crescido, o neto não acredita mais em mula-sem-cabeça ou Saci-Pererê, até o dia que fica sozinho numa floresta e começa a ouvir o assobio do neguinho.
Stephen King tem conseguido até este quinto livro (faltam dois) me mostrar um universo intrigante e sensacional. Assumo que já tive preconceito com esse cara, ele sempre escreveu muitos livros e sempre me disseram que era um “escritor comercial”, bom, a verdade é que além da Torre Negra, só li dois livros de sua dezena de publicações, e tenho a impressão que comecei pelo melhor, porque essa série é muito boa. Não sei como vai terminar, mas tenho a impressão de que mesmo que os dois próximos livros sejam horríveis, a obra em geral estará acima da média.
Stephen King não tem pena dos personagens e nem é politicamente correto e acho que é exatamente aí que essa obra me deixa tão fascinado, porque existem inúmeras possibilidades.

Mas deixando pra lá todo o bla bla bla, tenho que registrar aqui o acordo que fiz comigo mesmo. A cada livro de literatura, devo ler um técnico, então o próximo livro que vou ler não será “A canção de Susannah” mas sim o Inside SQL Server – SQL Queryng. Roland de Gilead e sua turma só daqui a uns dois meses…