Depois uma longa jornada, subi com Roland de Gilead até o topo da Torre Negra. Sete livros e muita, muita história. A habilidade de Stephen King em criar histórias dentro de outras é impressionante, você vai fundo em diversos mundos e depois volta lentamente ao topo, ao objetivo final do pistoleiro: alcançar o último quarto da torre negra.

A série é perfeita? Não. Mas sabe quando as qualidades sobrepõem às (possíveis) falhas? É assim que vejo a obra por completo.
Stephen King começou a escrever essa história em meados dos anos 70, quanto tinha apenas 19 anos (e sonhava escrever algo parecido com O Senhor dos Anéis), e só foi terminá-la em 2004; então em alguns momentos é possível notar que ele foi “amarrando” as coisas conforme ia escrevendo e publicando.
No fim, acho que King foi um mestre, oferecendo aos leitores uma viagem instigante a inúmeras dimensões de nosso próprio mundo, e mais belo que isso, uma viagem dentro do universo dos inúmeros personagens da série: Jake, Eddie, Susan, Callahan, Oi e tantos outros.
Quanto ao final, como o próprio King diz: não é o final mais feliz, mas é o final correto. Concordo. Finais onde todas as arestas são aparadas e tudo é plenamente finalizado, tiram nossas asas e o sabor da reflexão.
Agora é sonhar com a possibilidade disso virar um filme ou série… existem rumores dessa conversa com os caras que produzem LOST, bom, vamos aguardar.
Longos dias e belas noites.